quinta-feira, setembro 07, 2006

Confissões


"A Sombra do Vento" - Carlos Ruiz Zafón


Para uma amiga: Leio-o agora, já o tenho há uns meses, inicio-o depois da nossa conversa noctívaga, no inicio da semana. Leio outras coisas também, daquelas que me encaminharão a mim. Espero que esta mensagem não lhe passe ao lado, porque serve essencialmente de agradecimento (e desejavelmente de novo ponto de partida).

Para os amigos: Sinto-me em dívida, permanente, com vários amigos. Falta-me tempo, muitas vezes falta-me ânimo. Sofro de um problema razoavelmente sério: Queria fazer muita coisa, mas devagar vou percebendo que não posso. E o pior é que esta ânsia multiplicadora de mim me fragmenta em partículas tão pequenas que pouco é aproveitável. Estou optimista, apesar de tudo, crente numa renovação, a partir da qual me seja possível ir chegando a mim, ir chegando a vós: Lídia, Paulo, Margarida, Eduarda, Nuno, Hélder, Cláudio, Zé, Susana, Sérgio, Vando, Papás - a minha vida são, também, vocês, e nunca estarei convosco tanto quanto queria. Beijinhos

9 comentários:

Anónimo disse...

Sem o ler já gosto do livro. Como é possível uma capa nos dizer tanto e ao mesmo tempo dizer tanto de nós?....Sei que diz muito de ti, assim como diz de mim, sei o que me transmite e quase que adivinho o que te faz sentir. E é por apenas isto e por tantas outras coisas mais que meu irmão estamos sempre e tão juntos que quais kilómetrozecos para separar aquilo que a vida nos ajudou a construir- o amor- aquele verdadeiro- aquele que jamais acaba-aquele que doi-aquele que se encontra na capa de um livro-aquele que existe entre duas pessoas que se gostam tanto. Aquele que divaga por entre a sombra do vento.Beijo maninho....

Anónimo disse...

Meu querido "Zé Cardinalli", és tão especial para mim! Txi adoro muito!
Beijo enorme, sempre com saudades.

romã disse...

Esse livro é maravilhoso! Quando o terminei disse a uma amiga: "é do Caraxas, porra!".
Sejá começou a l~^e-lo, entenderá do que estou a falar. :)
Obrigada pela visita.

Cleopatra disse...

"Queria fazer muita coisa, mas devagar vou percebendo que não posso. "

tantas vezes que sentimos isso.

Não conheço o livro, mas vou lê-lo.

margarida disse...

Gosto e admiro quem ama em voz alta.
Parabéns pelo blog!
Obrigada pela sugestão,tb gosto.

Fábio disse...

Maninho: Não me deixes sem palavras, que eu já vou tendo poucas. O livro passará para ti quando o acabar.

Margarida, minha linda, que dizer mais?

Romã: Estou a entender perfeitamente, e no final (ou talvez antes) aqui ou no Peluxeu, farei um balanço da leitura. Beijinho

Cleopatra: Feliz que aceite a sugestão do livro.. no entanto, as palavras que destacou são minhas e não citação. Aliás, nada do que está escrito no post vem no livro. Muito obrigado pela visita, vou visitar agora a sua pirâmide. Beijinho

Parole: como essas palavras me fazem feliz. Sim Amo muito, é o que me vale, e sem qualquer pudor. Beijinho

Eva disse...

Fabulosa esta Sombra do Vento.
Gostava tanto te entrar naquele Cemitério dos Livros Esquecidos...

Fábio disse...

Eva, a boa surpresa é que eu acho que todos temos um desses cemitérios.. :)

Anónimo disse...

Meu caro Yeti,

De uma vez por todas, ouse abandonar os inacessíveis picos nevados onde se isola e as negras cavernas onde se escuda!
Mas sobretudo, não pense que se escapa com lamentos e intenções de pagamento de dívidas!

Mais tarde ou mais cedo dar-lhe-ei caça!